Confissões femininas

Um espaço criado prá exorcisar meus demônios...e quem sabe compartilhar meus sentimentos com outras...ou outros...

27.9.06

CORAÇÃO BIRRENTO+DESTINO SARCÁSTICO


Meu coração é uma criança birrenta...ele se nega a ouvir lógica, consciência ou conselho, e quer porque quer o que quer!
Ele, ao contrário da dona, não é lá chegado em fingir que está tudo bem, nem guardar sentimentos mal resolvidos em uma caixinha a ser depositada no fundo de um armário qualquer. Aliás, o que ele mais gosta é ir lá, abrir as caixinhas, causando uma confusão enorme por libertar sentimentos que nunca deveriam sair da caixa.
E quem reclama do meu sarcasmo e ironia, é porque não conhece algo chamado destino! Odeio as peças que ele me prega! E quando eu estufo o peito para dizer aos quatro cantos como eu mudei, ele vem me dá um golpe de karate e me joga estatelada no chão, só para rir da minha cara, dizendo: “Viu? Mudou nada!”
Agora, reúna em um só ato da peça, coração birrento+destino irônico e está armado o circo!
Eu podia encontrar o Freddy Kruegger, mas não com ele. Mas, o destino é sarcástico, lembra?
O coração, por sua vez, tratou de ir lá, remexer a caixa que eu fechara a todo o custo...E as feridas que eu julgava mais do que cicatrizadas, voltaram a doer. E de que adiantou a lógica dizer que tudo estava melhor agora, a consciência dizer que isso não é coisa certa a se sentir e os milhares de conselhos dizendo que não vale a pena...o coração é criança birrenta, lembra?
E eu, dona desse coração e vítima desse destino, cá estou sem saber o que fazer com tudo isso que estou sentindo.

18.9.06

SEMPRE SERÁ MARÇO


As coisas ficaram bem difíceis nos últimos dias...e eu fui buscar meu santuário em lembranças.
Ainda não inventaram nenhum tipo de tele-transporte temporal, então eu fico tentando pregar peças no meu cérebro e na realidade me refugiando em lembranças.
Você fecha bem os olhos...finge não ouvir nada, não sentir nada do que está a sua volta naquele momento e tenta reviver algum momento do passado em todos os seus detalhes...cheiros, gostos, sensações, sons.
A lembrança eleita como santuário e refúgio desta vez (como em tantas outras) foi a de uma noite em frente a um carrinho de cachorro quente. O cheiro do couro que revestiam os bancos daquele carro, o gosto do lanche de rua, Alice Cooper no som misturada às confidências.
Naquele momento eu tive a certeza de que havia encontrado o eu tanto procurava, e de repente o termo felicidade nunca me pareceu tão completo...Não havia nenhum outro lugar no mundo onde eu gostaria de estar a não ser ali. Se o mundo acabasse naquele momento, eu encerraria minha história feliz, porque eu tinha aquelas mãos sobre as minhas.
Eu jamais esqueci daquela noite...eu finjo, engano e faço de conta que tudo já passou, mas no fundo, no fundo para o meu coração sempre será março...

“Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender...
A lua vai banhar esse lugar, e eu vou lembrar você...”
Prá rua me levar – Ana Carolina e Seu Jorge
 
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