Confissões femininas

Um espaço criado prá exorcisar meus demônios...e quem sabe compartilhar meus sentimentos com outras...ou outros...

15.10.06

O amor é feito onda

Ah, o amor....sentimento traiçoeiro feito onda do mar.
Chega tão de mansinho, se formando lá longe, mansa e inofensiva. Quando se vê, já te arrastou, já te afogou.
Essa força que leva e arrasta e é inevitável. Impossível travar qualquer resistência a ela. Quando ela chega, é melhor se deixar levar ao sabor das ondas, no doce – porém traiçoeiro – balanço do mar.
O risco de se ferir, de se machucar é alto, quase uma certeza, proporcionalmente igual a força do amor que se sente. Quanto maior o amor, maior o risco desse mesmo sentimento te fazer sofrer.
Mas é preciso se lançar nas águas para conhecer a imensidão do oceano, a beleza única do amor.
Que tedioso o mar se não fosse o balé das ondas! Que enfadonha a vida se não houvesse o amor – pra nos fazer sorrir, nos fazer chorar, nos fazer sonhar, nos fazer perder o sono...
Amar, talvez seja essa a nossa grande missão na vida.
Não se vive completamente se não se permite amar, com entrega total, como um salto no incerto do escuro.
Critiquem, apontem o dedo em riste, mas não desisto de amar assim.
Amar como quem se lança no mar para se afogar....
Como quem ama...mesmo se reciprocidade de sentimento...
Amo para me machucar...amo para me sentir viva....

27.9.06

CORAÇÃO BIRRENTO+DESTINO SARCÁSTICO


Meu coração é uma criança birrenta...ele se nega a ouvir lógica, consciência ou conselho, e quer porque quer o que quer!
Ele, ao contrário da dona, não é lá chegado em fingir que está tudo bem, nem guardar sentimentos mal resolvidos em uma caixinha a ser depositada no fundo de um armário qualquer. Aliás, o que ele mais gosta é ir lá, abrir as caixinhas, causando uma confusão enorme por libertar sentimentos que nunca deveriam sair da caixa.
E quem reclama do meu sarcasmo e ironia, é porque não conhece algo chamado destino! Odeio as peças que ele me prega! E quando eu estufo o peito para dizer aos quatro cantos como eu mudei, ele vem me dá um golpe de karate e me joga estatelada no chão, só para rir da minha cara, dizendo: “Viu? Mudou nada!”
Agora, reúna em um só ato da peça, coração birrento+destino irônico e está armado o circo!
Eu podia encontrar o Freddy Kruegger, mas não com ele. Mas, o destino é sarcástico, lembra?
O coração, por sua vez, tratou de ir lá, remexer a caixa que eu fechara a todo o custo...E as feridas que eu julgava mais do que cicatrizadas, voltaram a doer. E de que adiantou a lógica dizer que tudo estava melhor agora, a consciência dizer que isso não é coisa certa a se sentir e os milhares de conselhos dizendo que não vale a pena...o coração é criança birrenta, lembra?
E eu, dona desse coração e vítima desse destino, cá estou sem saber o que fazer com tudo isso que estou sentindo.

18.9.06

SEMPRE SERÁ MARÇO


As coisas ficaram bem difíceis nos últimos dias...e eu fui buscar meu santuário em lembranças.
Ainda não inventaram nenhum tipo de tele-transporte temporal, então eu fico tentando pregar peças no meu cérebro e na realidade me refugiando em lembranças.
Você fecha bem os olhos...finge não ouvir nada, não sentir nada do que está a sua volta naquele momento e tenta reviver algum momento do passado em todos os seus detalhes...cheiros, gostos, sensações, sons.
A lembrança eleita como santuário e refúgio desta vez (como em tantas outras) foi a de uma noite em frente a um carrinho de cachorro quente. O cheiro do couro que revestiam os bancos daquele carro, o gosto do lanche de rua, Alice Cooper no som misturada às confidências.
Naquele momento eu tive a certeza de que havia encontrado o eu tanto procurava, e de repente o termo felicidade nunca me pareceu tão completo...Não havia nenhum outro lugar no mundo onde eu gostaria de estar a não ser ali. Se o mundo acabasse naquele momento, eu encerraria minha história feliz, porque eu tinha aquelas mãos sobre as minhas.
Eu jamais esqueci daquela noite...eu finjo, engano e faço de conta que tudo já passou, mas no fundo, no fundo para o meu coração sempre será março...

“Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender...
A lua vai banhar esse lugar, e eu vou lembrar você...”
Prá rua me levar – Ana Carolina e Seu Jorge

7.8.06

I WANT TO BREAK FREE

Tudo que eu queria agora era ter coragem suficiente (ou inconseqüência, sei lá!) para dar uma de D. Pedro e dar um grito de independência.
Após alguns anos de submissão e obediência às leis maternas e paternas (que sempre visam nosso bem, mas nem sempre são lógicas...), acho que eu cansei. Cansei de ter gente ditando o que é certo e errado, e principalmente dizendo o que é felicidade para mim!
Peraí! Quem, além de você mesmo pode dizer o que te faz feliz?
E ai você vai me perguntar do que valeram todos os anos de universidade, pós-graduação e blá blá blá...e eu respondo, claro que eu continuarei trabalhando (até porque isso se faz necessário na maioria das casas, para ajudar nas finanças domésticas), mas o que eu queria que as pessoas entendessem é que não me vejo abrindo mão de uma vida em família em nome da carreira. Se me fosse pedido para priorizar algo, com certeza, seriam os sonhos que a maioria das meninas acalentam desde muito novinhas: casar, ter seu cantinho, seus filhos...
Sei que meus pais me amam, e só desejam o melhor para mim. Mas tem hora que o excesso de zelo sufoca e tenho medo que até atrapalhe! Eles me fazem passar por cada carão, por cada mico quando insistem em me tratar como uma adolescente de 15 anos de idade! (só para ilustrar, esta que vos fala é quase uma balzaquiana já!). Ontem, por exemplo, eu estava cansada de toda essa marcação cerrada deles e decidi desligar o celular para curtir o domingo em paz com o meu namorado. Sabe o que eles fizeram?? Encontraram o número do celular do meu namorado e ligaram para ele...prá saber se tudo estava bem com a gente!!!!
Minha irmã mais nova se casou antes de mim...se já não bastasse o impacto desse fato em minha auto-estima feminina (pensa que é mole agüentar todas aquelas piadinhas sobre ficar para a titia?) agora a atenção que antes era dividida entre nós duas, se volta toda para mim e somente a mim! “Se sua irmã engravidar vai ser uma festa...se for você, meu Deus, que tragédia seria para a nossa família!” é um exemplo de terrorismo mental que eu sofro diariamente.
Sem muito drama (Ok, eu sou a Drama Queen, mas agora é verdade), tem horas que tudo que eu quero é colocar minhas coisas na mala do carro e sair por ai, cantando “I want to break free” aos gritos com Freddy Mercury....

18.7.06

O QUE O AMOR PODE FAZER COM VOCÊ

Eu leio toneladas de textos sobre o poder de transformação que o amor tem na vida de uma pessoa.
Dizem por ai que quando se ama a pele muda, o humor muda, o brilho nos olhos muda...talvez seja verdade e eu fico doida para ver os efeitos desse sentimento-cosmético atuarem sobre mim (e tem horas que eu acho que já está atuando).
Sentir-se amada, querida, importante para alguém é realmente algo muito bom. E faz um bem danado para a pessoa.
A gente passa a ver o mundo com um olhar mais cor de rosa...e anda mais leve...quase flutuando...
Outro dia, porém, vi o outro lado da moeda...sim, pois como todas as outras coisas no mundo, o amor também tem seus dois lados... Vi como um amor não-correspondido, um sentimento mal direcionado pode também mudar tudo em uma pessoa. E, com dor no coração eu vi aquela pessoa na minha frente – o olhar sem viço, a voz sem música, um perfume de falta de esperança que exalava dele. E eu tive vontade de abraçá-lo, não mais com o desejo do passado, mas com um sentimento que beirava a pena...ou aquele sentimento de “eu sei o que você está sentindo porque você me fez sentir o mesmo”?
E eu não senti revanchismo...só uma sensação estranha de que aquele não era o mesmo cara por quem um dia eu fui apaixonada, não mesmo...Eu olhava, olhava e mal o reconhecia...
O reencontro, que eu tanto evitava, serviu para eu ver o quanto estou melhor assim, do jeito que estou, com quem estou...
E no fundo, espero que ele encontre alguém que o faça bem...que o tire dessa...mesmo que não seja eu...

3.7.06

“MEET ME IN MONTAUK”


Outro dia assisti “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” (Eternal Sunshine of the Spotless Mind).
Para alguns uma obra de arte de Kaufman, para alguns um filme confusamente não-linear, para mim a prova de que nem sempre é possível apagar lembranças, tampouco sentimentos...
Devo confessar que já tive vontade de passar por qualquer processo que permitisse que eu acordasse no dia seguinte sem algumas lembranças...que eu ficasse indiferente ao reencontrá-lo pelas ruas da cidade.
Lembrar é um dos verbos que eu queria guardar numa caixinha, junto com outros como ouvir Ozzy, fazer planos de passeios gastronômicos, esperar por um telefonema após as 10 e pouco da noite, tocar suas mãos em silêncio, no carro enquanto o restante do pessoal é vencido pela bebida, pelo cansaço ou pela euforia...
Mas percebi que é impossível, o máximo que consegui fazer até o momento é tentar conviver com as lembranças dele.
Outro dia, tive um encontro fatídico com as lembranças. E foi pior do que eu imaginava. Eu não gaguejei, nem amarelei o sorriso...mas eu simplesmente fui tomada por uma saudade enorme...e tudo que eu queria era acabar com ela...Tudo que eu queria era sair de lá com a certeza que eu estou muito mais feliz agora, mas não foi isso que aconteceu...tudo que eu queria era não sentir, era não lembrar, era não desejar, era não me incomodar...tudo que eu queria era não ter desejado sentar ao seu lado de novo...estar com ele de novo...rir com ele de novo...tudo que eu queria era não ter sentido nada, principalmente a esperança de que reencontrarei a felicidade, em Montauk, como no filme.

E desde então tenho feito incontáveis esforços para me provar que reencontrarei sim a felicidade e paz que meu coração precisa tanto, mas que ela tem outro nome e sobrenome...

29.6.06

BELÉM, BELÉM NUNCA MAIS FICO DE BEM

Não precisou mais que alguns minutos para a prova irrefutável de que ele, realmente, de príncipe não tinha nada.
Talvez devessem realizar estudos mais aprofundados sobre o efeito da paixão sobre os olhos da gente...a gente fica cega quando o assunto é paixão.
Olhando agora, ele até era baixo...o nariz um tanto esquisito...mas, ah, como era lindo aos meus olhos!
Tão lindo que eu me desdobrava para encontrar desculpas esfarrapadas para as mancadas que ele dava. Se não ligava, tadinho, era porque estava trabalhando muito. Se não era atencioso, pobrezinho, era porque era avesso a demonstrações públicas de afeto.
Mas, ontem finalmente, ele deu a prova de que não vale nem um mililitro das minhas lágrimas por ele derramadas!
E pela primeira vez eu não me esforcei para encontrar desculpas para a pisada de bola dele. Eu simplesmente suspirei e pensei com meus botões: “Sim, ele foi, é e sempre será assim! E não te dá a mínima mesmo!”
O processo de se desapaixonar parece estar indo muito, muito bem, obrigada!
 
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